A guerra às drogas é uma guerra aos pobres

A guerra às drogas é uma guerra aos pobres

O debate sobre Segurança Pública da Plataforma 2018: Brasil do Amanhã não se restringiu às falas dos debatedores oficiais. Coletamos depoimentos das pessoas que estiveram presentes no Museu do Amanhã, na noite de 19 de fevereiro de 2018, e destacamos neste texto as reflexões trazidas por Jefferson Barbosa, integrante do Movimento – Drogas, Juventude e Favela, coletivo de jovens que debate a política de drogas do ponto de vista das periferias. Segundo Jefferson, "A guerra às drogas é uma guerra aos pobres".

Para o ativista, a mudança no quadro de violência passa pela ampliação da ação em serviços públicos e pela revisão da política de drogas. Ele defende uma passagem em três etapas: primeiro, a descriminalização (parar de julgar o usuário como traficante); segundo, a regulamentação das drogas pelo Estado, da produção à distribuição; por fim, a liberação, num processo de longo prazo.

“A gente tem hoje uma guerra às drogas que, na verdade, é uma guerra aos pobres, porque o Estado enfrenta esses territórios como se fossem zonas de guerra, matando muitos inocentes, onde morrem policiais, moradores, pessoas envolvidas com o tráfico, e essa realidade não muda. Para resolver o problema, a gente precisa avançar com passos muito objetivos. Primeiro, a descriminalização, que é parar de julgar (e prender) usuário como traficante; o segundo passo é a regulamentação, que é o Estado ter o controle de verdade sobre as drogas, desde a produção até a distribuição; e, num momento de mais longo prazo, a liberação, a legalização.”, defendeu Jefferson. 

Ele justifica a sua posição argumentando que as drogas compõem um mercado que gera renda e deu como exemplo estados dos EUA e outros países que regulamentaram a maconha e estão transferindo os recursos advindos da taxação para redução de danos de usuários de drogas e também para outras áreas, como educação e saúde.

E, você, concorda com ele?

Verde