Contratos de saneamento precisam ser mais rígidos

Esquerda
 

A Plataforma 2018: Brasil do Amanhã debateu Água e Saneamento no dia 09 de abril de 2018, no auditório do Museu do Amanhã. Na ocasião, Hamilton Amadeo (com o microfone na foto), CEO da Aegea Saneamento, defendeu que todas as empresas prestadoras de serviços públicos, sejam elas empresas públicas ou empresas privadas, estejam sujeitas a contratos detalhados e à punição, tal qual acontece com as empresas privadas, caso não cumpram com as suas obrigações de atendimento ao usuário. 

Esta é uma proposta que a Plataforma 2018: Brasil do Amanhã entende como primordial para a construção de um país mais justo e próspero para as próximas gerações. 

Para Amadeo, a solução para a universalização do saneamento no Brasil não depende da iniciativa privada, mas o setor privado tem, sim, um destino, que é ajudar o sistema a evoluir e a atingir patamares de qualidade em que o serviço, privado ou público, seja satisfatório.

“As companhias de saneamento, tanto as públicas como as privadas, precisam ser sustentáveis e gerar caixa para possibilitar investimentos no sistema. No sistema brasileiro, existem algumas empresas, como a Sabesp, a Sanepar e mesmo as privadas, que são responsáveis por grande parte da geração de caixa líquido para investimento no sistema. Outros tantos usuários são atendidos por companhias que nem sequer conseguem gerar caixa e mal pagam os salários de seus funcionários. Se você não equacionar essa questão administrativa, não vai resolver isso.”

2018: Brasil do Amanhã - Hamilton Amadeo